PWN Lisbon vai medir impacto de 13 anos de actividade para a diversidade da liderança

Foi na Estufa Fria, em Lisboa, que a PWN Lisbon celebrou mais um Dream Day, desta feita focado nas lideranças (invisíveis) com impacto, e anunciou o arranque de um estudo de impacto para medir a sua actividade ao longo dos 13 anos de vida em Portugal.

 

Com mais de 300 pessoas na audiência e mais de 20 parceiros associados, ao longo da manhã subiram a palco personalidades de referência dos universos corporativo, académico e da área da comunicação numa reflexão sobre o desafio da liderança em diversidade como eixo fundamental de desenvolvimento e evolução estratégicos do país e do papel do país no mundo.

Com Tiago Forjaz, fundador e Managing partner da The Epic Talent Society, ao comando na abertura e na ligação de todos os momentos, o evento contou com Luís Portela, presidente da Fundação Bial, como primeiro keynote speaker, que referiu que «a maior riqueza das instituições são as pessoas», tendo salientado a importância, na liderança, de «pensarmos positivo para a criação de um ambiente de constante melhoria das organizações, na perspectiva de que liderar é servir com prazer e felicidade os objectivos da organização, a satisfação dos clientes, o projecto que se coordena e a própria equipa».

No painel “Comunicar com Impacto”, conduzido por Rita Nabeiro, board member da PWN Lisbon, a comunicadora Inês Meneses complementou com a visão de que «liderar pode ser também sentir», ao falar sobre a necessidade de olharmos o outro sempre com empatia, reconhecendo que «cada um de nós é um território singular, com as suas características». Céline Abecassis-Moedas, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, referiu que «as universidades têm o papel de ensinar estas soft skills, para além das competências técnicas, num mundo que é chamado mais do que nunca a aprender a aprender».

Quando questionadas sobre como construir uma sociedade mais equitativa, a professora universitária saudou o facto de a sala estar cheia e com muitos homens, para sublinhar que «a diversidade só pode ser alcançada com o envolvimento dos homens». Já para Inês Meneses, segundo a qual este será «um longo caminho», ficou destacada a ideia de que «para lá chegarmos, vai ter de haver uma ferida para depois haver uma cura».

No case study “Os factos visíveis”, Gonçalo Saraiva Matias, presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, traçou o panorama da igualdade de género em Portugal. «As mulheres são a maioria da população portuguesa, mas, mesmo assim e apesar de todas as conquistas já alcançadas, continuam em desvantagem em várias dimensões da vida». Foram no contexto da sua intervenção, porém, mencionados avanços positivos a assinalar no país, com o orador a salientar que, para tal, «as quotas são instrumentos fundamentais».

Em mais uma palestra inspiradora, Helena Freitas, professora da Universidade de Coimbra e directora do Parque de Serralves, segunda keynote speaker, lembrou a audiência que «nada nos aproxima mais da condição humana do que a natureza», demonstrando que o caminho passa por «trazer a natureza para o centro das decisões», para concluir a lançar um desafio a todas as pessoas presentes: «serem embaixadoras da sustentabilidade».

Por fim, o investigador Carlos Azevedo, da Universidade Católica Portuguesa, anunciou o desenvolvimento de um estudo da PWN Lisbon que, através da auscultação qualitativa e quantitativa do universo de stakeholders envolvidos, permitirá aferir o impacto da sua oferta de programas, iniciativas de formação, networking e partilha de boas práticas na preparação para a liderança, bem como apontar caminhos para a evolução estratégica da própria PWN Lisbon.

Paula Perfeito, Presidente da PWN Lisbon, encerrou o encontro com um agradecimento reforçado aos membros, parceiros e voluntários, realçando que «o estudo de impacto lançado contribui para, em conjunto, toda a comunidade PWN Lisbon intervir activamente naquela que é a missão da organização: fazer crescer a nossa missão em impacto e alcance com parcerias estratégicas; promover a igualdade de oportunidades no desenvolvimento profissional; e disponibilizar evidência sobre o valor económico e social da diversidade».

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