Quer ganhar dinheiro duas vezes com o seu Plano Poupança Reforma? Saiba como

Actualmente, há mais de dois milhões de portugueses que têm um Plano Poupança Reforma (PPR). Há várias razões que o podem levar a fazer um PPR e a reforçá-lo mensalmente ou anualmente. Quer fazer crescer o dinheiro que investiu no seu Plano Poupança Reforma (PPR)?

 

O jornalista Pedro Andersson explica num artigo para o Doutor Finanças como pode fazê-lo.

Repetir a dedução no IRS com o mesmo dinheiro?
Actualmente, pode sem penalização das Finanças, resgatar mensalmente o valor do IAS (Indexante de Apoios Sociais) que é de 480,43 euros em 2023, e o valor da sua prestação mensal (sem limites) do crédito à habitação. E acumulam.

Sem estas duas medidas, o valor que tinha no seu PPR só podia ser resgatado sem penalização por parte das Finanças no âmbito das excepções previstas na lei (60 anos, doença, desemprego, estudos, ou pagar a prestação da casa, mas só após cinco anos).

Agora, com estas suas alternativas, que não implicam nenhuma penalização por parte das Finanças, pode resgatar 480 euros por mês (desde que os valores tenham sido subscritos antes de 30 de Setembro de 2022). Ora, isso dá 5760 euros em 2023.

Para ter o máximo de reembolso com a dedução de PPR no próximo IRS, bastam 2000 euros.

Portanto, com esta estratégia, um casal pode resgatar 4000 euros, resgatando mensalmente o valor do IAS junto da sua instituição financeira, e voltar a subscrever 2000 euros cada um no mesmo PPR ou em outro que considere mais rentável e voltar a colocar esse dinheiro no IRS de 2023, a entregar em 2024.

Com isto, vai receber novamente até um máximo de 800 euros (400 euros+400 euros) de acordo com a idade, no reembolso do IRS (caso tenha retenções na fonte suficientes).

Caso esta situação não se aplique a si (por ter subscrito algum valor após 30 de Setembro de 2022), pode, também sem qualquer penalização, pagar mensalmente a sua prestação do crédito à habitação. Se a prestação for de 600 euros por mês, pede ao seu banco o formulário para que esse valor seja pago pelo PPR e esses 600 euros que ficam na sua conta à ordem (por não saírem como normalmente) coloca-os no PPR novamente.

E faz isto até atingir o valor global necessário para atingir a dedução máxima no IRS. É uma estratégia que dá algum trabalho, mas que, como expliquei, lhe pode fazer render até um total de 800 euros por casal, após ter recebido esses mesmos 800 euros no ano em que os subscreveu originalmente.

Tenha, em todo o caso, em atenção que pode não ter penalizações por parte das Finanças, mas pode ter penalizações por parte da instituição financeira e terá sempre de pagar imposto sobre as mais-valias, se esse PPR estava a ter lucro.

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