Recurso a lay-off continua a aumentar e já atinge 54% das empresas

Margarida Lopes
29 de Abril 2020 | 08:30
Recurso a lay-off continua a aumentar e já atinge 54% das empresas

O recurso ao lay-off simplificado aumentou, correspondendo ao principal factor para a redução do pessoal ao serviço efectivamente a trabalhar, tendo sido assinalado por 54% das empresas. A conclusão é do terceiro “Inquérito Rápido e Excepcional às Empresas – COVID-19”, do Instituto Nacional de Estatística (INE) e Banco de Portugal.

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Os dados são relativos à última semana (entre 20 e 24 de Abril) e indicam ainda que excluindo o lay-off simplificado, a proporção de empresas que não prevê o recurso a medidas de apoio aumentou na última semana, atingindo proporções entre 48% e 59%, consoante a medida.

Entre as medidas consideradas, 13% das empresas já beneficiou da suspensão de obrigações fiscais e contributivas e 10% da moratória ao pagamento de juros e capital de créditos já existentes.

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Foi introduzida uma nova característica para análise, empresas com ou sem perfil exportador. Por dimensão, as empresas com perfil exportador são maioritariamente médias ou grandes empresas (65%).

No caso das empresas sem perfil exportador predominam as empresas de reduzida dimensão (63% são micro ou pequenas empresas). Nas empresas com perfil exportador registou-se uma maior proporção de empresas em funcionamento (88% face a 82% nas restantes).

A percentagem das empresas com perfil exportador que referiu diminuições do volume de negócios e do pessoal ao serviço foi ligeiramente superior à média, mas as reduções reportadas foram relativamente menores. O recurso ao lay-off simplificado foi assinalado por 47% destas empresas (57% nas empresas sem perfil exportador).

O inquérito mostra também que a percentagem de empresas respondentes que assinalaram diminuições do volume de negócios e do pessoal ao serviço efectivamente a trabalhar manteve-se elevada (80% e 59%, respectivamente). Já 39% das empresas registaram uma redução superior a 50% do volume de negócios e 26% referiram uma redução superior a 50% no número de pessoas ao serviço efectivamente a trabalhar.

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