Rui Mendes da Costa, Águas de Portugal: Estão os directores de Recursos Humanos mesmo preparados?

Human Resources
26 de Janeiro 2022 | 12:20
Rui Mendes da Costa, Águas de Portugal: Estão os directores de Recursos Humanos mesmo preparados?

Rui Mendes da Costa, director corporativo de Recursos Humanos da Águas de Portugal, não acredita «que venhamos a ter um novo normal, pois o “normal” será estarmos em constante mutação» e defende que «os profissionais de Recursos Humanos carecem de desenvolver novas competências e novas abordagens». Leia a sua análise aos resultados do XXXIX Barómetro Human Resources.

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«Gostaria de destacar alguns dados do XXXIX Barómetro, em especial os temas que foram considerados como os grandes desafios na Gestão de Pessoas: atracção e retenção de talento, apesar de eu considerar que a atracção e retenção são temas diferentes e se materializam em problemáticas distintas, novas formas de organização do trabalho, que, na minha opinião, se traduzem na verdadeira transformação digital – que prefiro designar por transformação cultural –, e a saúde física e mental.

Não tenho dúvidas de que todos nos vemos confrontados com estes reptos, pelo que não é de estranhar que estes sejam também os temas considerados prioritários, mas preocupa-me que envolventes como a saúde física e mental e a diversidade e inclusão não tenham grande expressão nessas prioridades. Acredito que, em momentos de crise como o que vivemos, exista uma abordagem mais táctica, mas não podemos, nunca, descurar algumas vertentes.

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Por outro lado, pareceu-me curioso que as questões relacionadas com horários – flexibilidade, teletrabalho – tenham sido consideradas como as mais importantes para os colaboradores (para além da remuneração). Será também esta a visão efectiva das pessoas nas nossas empresas? Ou estes resultados devem-se, acima de tudo, à pressão que as áreas de Recursos Humanos estão a sentir?

Não acredito que venhamos a ter um novo normal, pois o “normal” será estarmos em constante mutação, pelo que me parece que os profissionais de Recursos Humanos carecem de desenvolver novas competências e novas abordagens, acima de tudo ao nível da humanização, da simplificação e da agilidade, apesar de no barómetro ser considerado que estão preparados!

Uma nota final. Torna-se fundamental que possamos preparar o futuro das nossas organizações sem os enviesamentos ou crenças que estes momentos de pandemia criaram. Resta-me dar os meus parabéns à Human Resources Portugal pelo excelente trabalho que tem realizado neste âmbito.»

 

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Este testemunho foi publicado na edição de Janeiro (nº. 133) da Human Resources, no âmbito da XXXIX edição do seu Barómetro nas bancas.

Caso prefira comprar online, tem disponível a versão em papel e a versão digital.

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