Saiba como pode estar a afastar os seus colaboradores

O mercado está a mudar radicalmente. Hoje, com os avanços tecnológicos, a informação corre à velocidade da luz, e a transparência das empresas nunca foi tão necessária.

Conseguimos comparar organizações, em todos os aspectos, como nunca o fizemos. A procura de emprego e de oportunidades nunca foi tão fácil, estando à distância de um clique. É possível saber até se abriu uma nova vaga quase ao segundo com todas as aplicações móveis que existem. Ou seja, os colaboradores actuais sabem que têm alternativa se assim o desejarem.

Por tudo isto, as empresas enfrentam um desafio nunca antes visto em relação à retenção de talento e ao employer branding. Desta maneira, é necessário estar atento ao facto de poder estar a afastar e a empurrar as suas equipas para a porta da saída mesmo que não seja essa a sua intenção:

Enfrentar o problema de peito aberto

As organizações que melhor se adaptaram a este novo paradigma são aquelas que tomam a retenção de talento seriamente e de forma agressiva. Muitas empresas estão a investir muito dinheiro no employer branding e a criar estratégias para atrair e depois reter os melhores talentos. Ou seja, este tipo de líder esforçam-se constantemente para “conquistar” os seus melhores colaboradores de maneira a evitar a sua saída.

Por tudo isto, é necessário ter a consciência de que estas pessoas sabem que não têm que enfrentar cargas horárias irrealistas, líderes antiquados ou más condições de trabalho. Caso isto aconteça, a porta de saída fica cada vez mais perto.

Atenção às relações

A relação do colaborador com o seu líder é, talvez, o factor mais importante o quotidiano no trabalho. A possibilidade de se ocupar o lugar na liderança é, mais do que um privilégio, uma responsabilidade. Se desvirtuar este conceito e as relações com o seus colaboradores, muitos podem não só deixar a equipa como também a organização.

Ou seja, mais do que bons salários, prémios, amigos que a pessoa tenha no emprego, se a relação com o líder não for saudável ou amigável, a porta da saída começa a abrir-se.

Cuidado com o “workaholicism”

Quando um líder estimula comportamentos de obsessão pelo trabalho, quando glorificam aqueles que ficam até tarde no escritório, quando estimula que os colaboradores abdiquem da hora de almoço ou de fins de semana para trabalhar, as pessoas vão-se se sentir encostadas a uma parede.

As pessoas dão mais de si quando se sentem motivadas e felizes. A produtividade e as horas de trabalho surgem naturalmente, ao contrário de um colaborador stressado e obrigado a ficar horas a fio a produzir algo.

Permitir que as pessoas adoeçam

Muitas vezes, parece que ou facto de uma colaborador ficar doente ou não depende da sua escolha. Aliás, existem líderes que alastram pelo escritório a noção de que ficar doente e não ir trabalhar é proibitivo pela quantidade de trabalho e pressão que se instalou. Isto leva, depois, a sentimentos de culpa quando um colaborador se começa a sentir mal e a cimentar a ideia que talvez, no dia seguinte, vai ter que permanecer em casa.

Tudo isto pode resultar, em vez de um dia ou dois de baixa, na perda  definitiva de um colaborador.

Evite frases feitas em alturas de stress, e ajude verdadeiramente

O trabalho, seja ele qual for, pode ser stressante em alguns momentos – e isso é inevitável. Um colaborador não vai deixar uma empresa porque, às vezes, as coisas ficam mais enervantes. Mas eles vão deixar um líder que não tenha como prioridade os seus interesses. Que não os ajude e apoie quando é necessário.

Quando a sua equipa começa a ceder ao stress, ofereça apoio e uma conversa séria. Se necessário coloque as mãos na massa e contribua para que a sua equipa consiga cumprir os prazos e termine o trabalho. Os líderes que ignoram estas situações e utilizam frases feitas para “despachar” a situação podem ver, mais tarde, os seus colaboradores a caminhar em fila em direcção à saída.

 

Fonte: Undercover Recruiter

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