Se está à procura de emprego tenha isto em atenção

As altas taxas de desempregados fazem com que as empresas sejam muito mais vulneráveis a tentativas de phishing. A equipa de investigadores da Check Point® Software Technologies detectou uma nova campanha de ciberameaças através da utilização de documentos que simulam currículos para difundir distintos tipos de malware.

 

Estes ficheiros são enviados por e-mail como um documento em anexo em formato Microsoft Excel, e uma vez abertos pelas vítimas, pede-lhes que desbloqueiem o conteúdo. Ao fazê-lo, é efectuado um download do malware ZLoader, um troiano bancário desenhado para roubar credenciais e informação privada dos utilizadores. Desta forma, um cibercriminoso pode realizar transacções económicas ilícitas a seu favor fazendo-se passar pela vítima.

Nos Estados Unidos, nos últimos dois meses duplicou o volume de campanhas maliciosas que utilizam esta temática em consonância com um aumento significativo da preocupação com este tipo de temas relacionados com o envio de currículos para conseguir um novo trabalho. A Check Point assinala que só em Maio registaram-se 250 novos domínios que continham a palavra 2emprego”, dos quais 7% eram maliciosos e uns 9% são suspeitos.

«À medida que aumenta a taxa de desemprego, os cibercriminosos aumentam a sua actividade maliciosa. Actualmente, usam currículos para obter informação valiosa, especialmente de âmbito económico, como as credenciais bancárias», refere Omer Dembinsky, manager of Data Intelligence na Check Point.

«Por esta razão, na Check Point reforçamos a recomendação de pensar muito bem como deve abrir qualquer correio electrónico ou outro tipo de comunicação que provenha de um remetente desconhecido e contenha um currículo em anexo, já que poderá não conter o conteúdo e o perfil que esperava», conclui Omer Dembinsky.

Os especialistas da empresa deixam algumas sugestões de como se manter protegido face a este tipo de ataques:

1. Precaução com os domínios parecidos: Prestar atenção aos erros ortográficos nos diferentes correios electrónicos ou websites

2. Duvidar de remetentes desconhecidos: Deve desconfiar de todos os ficheiros recebidos por correio electrónico provenientes de pessoas desconhecidas, sobretudo se solicitam informação ou pedem para efectuar alguma actividade fora do habitual, como seja a confirmação de passwords ou dados bancários.

3. Usar fontes autênticas: Há que assegurar-se que está a comprar artigos via fontes autênticas. Uma forma de não cair numa fraude é NÃO CLICAR nos links promocionais dos e-mails, realize uma pesquisa no Google referente ao vendedor desejado.

4. Desconfiar das ofertas especiais: Aquelas mensagens que oferecem «Uma cura exclusiva para a COVID-19 por 150 euros» não são uma oportunidade de compra fiável. Enquanto não há uma cura para a COVID-19 não caia nesta tentação, e mesmo que existisse, não seria oferecida via e-mail.

5. Não reutilizar a mesma password: É importante assegurar-se que não utiliza as mesmas passwords entre diferentes aplicações e contas

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