Seis grandes mudanças no sector do Retalho que o vão transformar na próxima década

O relatório da Bain & Company, «The Future of Retail: Six Disruptions That Could Shape the Next Decade», identifica seis principais tendências que já estão a impulsionar aquilo a que se pode chamar de “renascimento do retalho”.

São elas:

1. Algoritmos e robots vão orientar o negócio: As principais funções do retalho, como a determinação de preços, as promoções e o merchandising, serão cada vez mais automatizadas, tornando mais simples as operações de retalho que, tradicionalmente, ofereciam uma vantagem competitiva. Os retalhistas que não encararem esta realidade, de olharem para os algoritmos e robots como parte essencial do seu negócio, podem vir a perder significativas margens de lucro.

 

2. Os clientes vão afectar os retalhistas com agentes de compras de IA: À medida que os clientes transferem a tomada de decisões para ferramentas de IA independentes de marcas, os modelos de fidelização e as estratégias de marketing digital vão sofrer pressões. As equipas executivas têm de começar a planear hoje o impacto provável da crescente utilização de agentes de compras de IA.

 

3. O valor vai tornar-se mais pessoal e contextual: O sucesso vai depender da satisfação das necessidades do cliente no momento e não apenas do preço. Os retalhistas que se destacarem nesta área terão dados que podem apresentar um quadro completo do comportamento de um consumidor, bem como a estratégia de dados e as competências para tirar proveito deles.

 

4. Os supermercados vão transformar-se em negócios de bens de consumo rápido (FMCG – Fast-Moving Consumer Goods): O crescimento da marca própria, com quase metade dos clientes nos Estados Unidos e na Europa a procurar produtos de marca própria, poderá esbater as fronteiras entre retalhista e fornecedor. Se bem utilizada, a marca própria pode oferecer aos retalhistas uma grande diferenciação sob a forma de produtos exclusivos e indispensáveis.

 

5. Talvez não sejam precisas tantas lojas como se pensa: O papel das lojas deve evoluir para reflectir as mudanças no comportamento dos consumidores. Os executivos devem continuar receptivos a utilizações alternativas do seu espaço, como o franchising ou o arrendamento a outros comerciantes.

 

6. A procura pela escala vai atravessar fronteiras: A dimensão local não é suficiente para acompanhar as expectativas dos consumidores e as pressões da concorrência. As fusões e aquisições além-fronteiras e as alianças virtuais serão fundamentais para financiar o investimento em tecnologia e manter a competitividade.

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