Uma comunicação externa forte começa numa comunicação interna memorável

Opinião de José Rolão, Digital marketeer e Social Media specialist na DCE Loving Brands

Human Resources
3 de Setembro 2026 | 11:00
Uma comunicação externa forte começa numa comunicação interna memorável

Por José Rolão, Digital marketeer e Social Media specialist na DCE Loving Brands

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Saber comunicar é uma das premissas mais importantes de qualquer organização. Quer o objectivo seja a venda, a reputação, o anúncio de mudanças na direcção, ou um simples meme nas redes sociais para awareness.

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Tudo deve ter um critério e um objectivo claro. Aliás, a melhor das comunicações não é propriamente a mais complexa, mas sim a que a maioria das pessoas compreende. Ou não é esse o objectivo quando se comunica? Que quem interpelamos nos compreenda.

E, assim sendo, comunicar está na ordem do dia, é o que dizem. E concordo!

Porém, estamos a falar de que tipo de comunicação? Da comunicação externa? Aquela que se dirige ao público? À imprensa? A parceiros?

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Ou será dada a mesma importância à comunicação interna? Àquela que se dirige aos colaboradores e a outros stakeholders internos.

Defendo que, antes de uma entidade saber comunicar com o exterior, é necessário explorar a comunicação interna. É obrigatório estabelecer uma narrativa de diálogo nos dois sentidos (entre chefias e colaboradores), em que se cultive a confiança e se dê a oportunidade de transmitir ideias e ideais.

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Assim, o diálogo com os colaboradores deve ser um imperativo de qualquer organização saudável. Ou… podem acontecer aqueles casos clássicos: “Viste a publicação do CEO no LinkedIn? Sobre as mudanças da empresa? Eu não sabia disto!”

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Falha o timing, falha a abordagem… e lá se foi mais um bocadinho da sintonia e da confiança dentro do organismo laboral.

E para que isso não ocorra é necessário existirem profissionais responsáveis pela parte da comunicação interna, sobretudo em grandes organizações. Estes responsáveis são muitas vezes encarregados de serem a ponte entre as chefias e os restantes colaboradores.

Embora aqui surja outra questão: quando a chefia apenas fala com os colaboradores através de outrem, e vice-versa, é possível estabelecer confiança?
Como podemos estabelecer confiança quando não interagimos directamente com alguém? Deixo apenas a questão no ar, até porque, em grandes multinacionais, seria extremamente complicado fazê-lo.

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Retomando um pouco atrás, e por falar em LinkedIn, devem ou não os colaboradores actuar nesta rede, e noutras, como brand advocates? Ou seja, desempenharem uma função, na maioria das vezes, extra, de interagir com os conteúdos e defender a sua organização publicamente?

Penso que isso é algo útil e perspicaz, obviamente, e que até pode ser benéfico para ambas as partes. A entidade patronal recebe interacções relevantes e o colaborador aproveita para aumentar a sua pegada profissional nas redes.

Se for bem feito, é, sem dúvida, um win-win.

Contudo, esta tarefa nunca deve ser imposta num organismo laboral saudável. Antes de um colaborador actuar dessa forma, a comunicação interna tem de ser trabalhada, a confiança tem de existir, bem como a identificação deste com os objectivos e narrativas da organização.

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Um verdadeiro brand advocate ou até mesmo embaixador de marca (embora tenham definições diferentes, podem ter acções semelhantes) deve aceitar esse papel de forma natural.

Aliás, deve até ser o próprio a tomar essa iniciativa porque sente que está em sintonia com a organização que representa, e vice-versa.

Por tudo isto, considero que se deve primeiro trabalhar a comunicação interna. Uma organização com uma comunicação interna forte está, sem dúvida, mais bem servida para se debruçar sobre a comunicação externa. Pois terá a compreensão e o suporte dos seus colaboradores, uma das suas principais forças.

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