
Quer que o seu CV de Marketing Digital se distinga? Especialista partilha quatro acções (essenciais) para o conseguir
Marco Gouveia, consultor e formador de Marketing Digital, deixa quatro acções a ter em conta para se destacar no marcado de trabalho na área do Marketing Digital.
Por Marco Gouveia, consultor e formador de Marketing Digital
Já não basta possuir um grau académico para se destacar no mercado de trabalho, especialmente no que diz respeito ao Marketing Digital – uma área emergente e cada vez mais competitiva. Os cursos académicos continuam a estar algo desfasados relativamente às necessidades reais do mercado, alocando a maior parte do plano curricular à componente teórica, o que, inevitavelmente, perpetua uma lacuna no que toca à componente prática (certamente já sentiu isto, verdade?).
Por isso, para que um profissional de Marketing Digital consiga destacar-se, não basta ter no currículo que tirou uma licenciatura e/ou mestrado com uma boa média, numa faculdade prestigiada. É preciso mostrar aquilo que sabe e consegue fazer, os resultados que pode trazer ao empregador e o valor que, caso integre a equipa, pode acrescentar. Por isso, partilho quatro acções que, a meu ver, devem ser tomadas para que o seu currículo se destaque na área do Marketing Digital.
Passe para a prática o quanto antes e crie o seu próprio portefólio – é importante ter um portefólio que englobe os melhores trabalhos que já fez, seja a nível profissional ou a nível autónomo. Por isso, se ainda não fez nenhum a nível profissional, não se preocupe: também pode colocar trabalhos que fez, por exemplo, na sua formação, ou até mesmo textos que escreva a nível pessoal. Pode construir o portefólio de várias formas: nas redes sociais (Instagram ou LinkedIn, por exemplo), no Canva, Powerpoint ou semelhantes, ou ainda através de um site pessoal, que talvez seja o mais indicado, uma vez que consegue englobar formatos diferentes e mostrar um know-how elevado (afinal, teve de construir o próprio website, não é?). Seja qual for o formato, no portefólio deve incluir todos os seus projectos, aparência e links de redes sociais que tenha gerido, estudos de caso antes/depois de ter trabalhado com determinados clientes, etc.
Tenha um perfil de LinkedIn optimizado – há empresas que utilizam bastante o LinkedIn como ferramenta de trabalho, pelo que também valorizam se o candidato tem ou não um perfil organizado. Um perfil de LinkedIn organizado e optimizado quase funciona, por si só, como um currículo ou portefólio, uma vez que tem lá toda a sua formação, experiências e até pode incluir links de trabalhos que fez. Assim, o seu perfil de LinkedIn deve conter toda a sua formação, experiência profissional, publicações e trabalhos mais relevantes, bem como skills, interesses e ambições. Para que seja facilmente encontrado por recrutadores, inclua no seu título profissional e texto de apresentação palavras-chave para os trabalhos que deseja.
Aposte em formação prática e actualizada, cujos certificados deve, pois claro, incluir no currículo – o Curso Completo de Marketing Digital, por exemplo, é uma óptima opção para obter uma formação prática, completa e certificada. O plano curricular é bastante amplo, oferecendo uma preparação sólida para actuar em várias vertentes dentro da área, e ainda facilita o caminho para criar o seu próprio portefólio, uma vez que deve realizar um projecto prático em cada módulo e no final do curso espera-se que apresente um projecto final que consiste numa estratégia 360º de marketing digital. Hoje em dia, a formação prática é extremamente valorizada pelas empresas, que, muitas vezes, acabam por pedir recomendações às instituições de ensino para encontrarem o candidato ideal. Assim, realizar uma formação prática é também uma forma de networking poderosa, sendo um elo de ligação entre alunos e entidades empregadoras.
Finalmente, como deve estar construído o currículo para que não seja demasiado overwhelming e maçador, sendo, em vez disso, interessante e catchy?
Ora, o próprio documento do currículo deve ter logo no cabeçalho a sua especialidade (adequada à vaga a que se está a candidatar), de modo a comprovar ao recrutador que observá-lo não será uma perda de tempo. Depois, é essencial que tenha um design de qualidade, uma estrutura fácil de assimilar e as technical skills bem evidenciadas. Além da experiência académica e profissional, inclua especificações do que fez em cada trabalho, mas faça um esforço para o deixar curto e conciso, salientando apenas as informações relevantes para cada vaga de emprego em particular. Pode também incluir links para prémios ou publicações relevantes.
Por fim, não se esqueça de incluir uma fotografia simples e profissional, com um fundo neutro, e links para o seu portefólio e perfil de LinkedIn.
Boa sorte (mas tenha em mente que a sorte… dá muito trabalho)!