Altice Portugal: A proximidade como palavra-chave

Human Resources
21 de Setembro 2020 | 12:00

Numa altura em que foi exigido às empresas que se adaptassem a uma realidade atípica, a Altice Portugal manteve o foco nas suas pessoas, pois só garantindo a sua segurança e motivação, pôde continuar a assegurar o funcionamento em pleno dos serviços de comunicações, críticos para o País.

 

No início do período de confinamento motivado pela pandemia que colocou em risco a saúde pública, a maior preocupação da Altice Portugal foi partilhar com os seus colaboradores todas as informações relevantes sobre a COVID-19, bem como assegurar todas as condições para trabalharem a partir de casa. «Informados e protegidos, conseguimos que os nossos colaboradores se sentissem seguros e, neste contexto, mais motivados», afirma André Figueiredo, director de Coordenação Institucional, Corporativa e Comunicação da empresa, garantindo que, «em todo este processo a Comunicação Interna continuou a ser encarada como uma área estratégica, revelando-se fundamental».

O responsável reconhece no entanto que «a Comunicação Interna teve de se adaptar à nova realidade, usando, sobretudo, ferramentas digitais. Criámos na nossa intranet uma área especial COVID-19, cujos conteúdos podiam ser acedidos por todos os colaboradores, não só através do computador como também do telemóvel através da app myaltice, e fizemos uso do e-mail e dos SMS, sobretudo para o envio regular de mensagens do presidente executivo da Altice Portugal e de membros da administração a todos os colaboradores», partilha.

A Comunicação Interna integrou desde logo o grupo de trabalho que diariamente trabalhou com o Gabinete de Crise COVID-19 criado pela empresa e do qual fazem parte todos os membros da Comissão Executiva. «Em estreito e permanente diálogo com a Direcção-Geral da Saúde [DGS] e demais entidades, a Altice Portugal implementou, desde o primeiro momento, um conjunto de medidas e acções preventivas, com vista a garantir as condições de segurança e de saúde dos seus colaboradores, parceiros, clientes e fornecedores, de forma continuada e permanente», salienta André Figueiredo. «Garantir a sua segurança, condições de trabalho, seja para aqueles que estão a exercer as suas funções remotamente, seja para aqueles que têm de se manter nos seus postos de trabalho, foi – e continua a ser – a nossa principal prioridade».

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Depois do bem-estar das suas pessoas e das suas famílias, a maior preocupação da Altice foi garantir o funcionamento em pleno dos serviços de comunicações, assegurando a manutenção das infra-estruturas críticas e a protecção das redes de telecomunicações. Assim, «cumprindo todas as regras e normas de segurança, a Altice Portugal manteve equipas no terreno, de modo a garantir e reforçar as suas redes, minimizando quaisquer falhas no serviço», faz notar o responsável, destacando ainda: «Tendo defendido sempre que Portugal não pode ser um país a duas velocidades, o investimento realizado pela Altice em todo o território nacional nos últimos dois anos e meio, em infraestruturas de última geração, permitiu o exemplar funcionamento das redes no nosso país em pleno contexto COVID-19, permitindo que a comunicação à distância, seja em contexto escolar, médico, lúdico ou empresarial, tivesse ganho uma maior relevância na vida das pessoas. Por isso mesmo, iniciativas como as que levaram a cabo desde o primeiro momento ligadas ao Ensino, à Saúde, e as pequenas e médias empresas (PME) vão continuar», assegura.

Tendo consciência do seu papel na sociedade, para a empresa parar por conta da pandemia não foi opção. «Continuamos a investir em inovação, em tecnologia e em infraestrutura de rede, de forma a conseguir responder às necessidades das populações», reiterou André Figueiredo. «É verdade que temos a inovação e o empreendedorismo na nossa génese e, por isso mesmo, continuámos a inovar com projectos e serviços, como disso é exemplo o lançamento do MEO Energia, a aposta na área dos seguros – para equipamentos –, dos serviços financeiros, do outsourcing ou ainda da bilhética».

 

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As inevitáveis adaptações
Sendo que as empresas se viram obrigadas a mandar para casa todos os seus colaboradores cujas funções permitissem que continuassem a desenvolver a sua actividade remotamente, foram exigidas adaptações. André Figueiredo realça: «Uma percentagem elevada de colaboradores da Altice Portugal já tinha acesso à VPN da empresa, o que permitiu que a prática de Work@Home não se tivesse alterado muito, mas, obviamente que existiu um grande foco na evolução da pandemia e na adaptação à nova realidade, tendo sido fundamental manter o espírito de proximidade com os colaboradores e respectivas famílias, dando-lhes todas as ferramentas necessárias para este período. Além do desafio do ponto de vista técnico e logístico – continua –, e enquanto empresa que tem a proximidade como um dos seus principais pilares, foi desafiante liderar equipas à distância.» E aqui a estratégia de Comunicação Interna foi fundamental, «de forma a colmatar esta distância com que ninguém estava familiarizado, dando a conhecer uma nova forma de proximidade, onde a tecnologia foi chave para garantia de sucesso».

Por outro lado, e a pensar na vida pessoal dos seus colaboradores e das suas famílias, a empresa implementou algumas iniciativas, como a “Kids@Home” ou “Bem-estar@Home”. Para arranjar novas soluções, num contexto atípico e novo para todos, foi também fundamental a inovação, que é não só pilar da Comunicação Interna, comodo negócio. Outro exemplo foi a iniciativa promovida sob o mote “Estamos cá, estivemos sempre cá e vamos continuar”. A empresa realizou o seu primeiro vídeo institucional “Por Portugal”, como forma de agradecimento a todos os seus colaboradores, pelo esforço e dedicação durante todo o período de confinamento. «Em 2020 vive-se uma situação atípica, em que o papel da comunicação e das telecomunicações é primordial para o mundo, para a vida e união das pessoas, e é nestes momentos de incerteza que o papel da comunicação interna é fundamental para proteger e promover o bem-estar de todos os colaboradores», acredita o responsável.

Uma das bases da estratégia da Altice tem sido a proximidade física, através, por exemplo de pequenos-almoços com a Comissão Executiva e também de diversos périplos pelo País. Essas iniciativas tiveram que ser suspensas, mas André Figueiredo garante que a proximidade não desapareceu. «Mecanismos como videoconferência e outros permitiram que a nossa estratégia e a nossa actuação não se alterassem, apenas tiveram de ser adaptadas à nova realidade.»

A intranet corporativa – myaltice –,permite aos colaboradores fazer comentários e likes às notícias, vídeos e publicações colocadas, sendo que durante o período de confinamento «notou-se que a participação dos colaboradores cresceu de forma exponencial, crescimento que se mantém à data de hoje». A par disso, foi também lançada uma ferramenta de employee advocacy, «com resultados muito positivos, reflexo de um grande envolvimento dos colaboradores com a empresa», reconhece André Figueiredo.

Durante este período, os colaboradores da Altice Portugal valorizaram, sobretudo, as medidas e as iniciativas protagonizadas pela administração da empresa. Isso mesmo demonstra «o resultado do estudo levado a cabo pelo Observatório Nacional de Recursos Humanos (ONRH), que colocou a Altice Portugal acima da média face às restantes entidades que participaram. A salvaguarda dos postos de trabalho, a continuidade do negócio e da actividade e as condições oferecidas pela empresa em regime de teletrabalho foram alguns dos aspetos que mereceram nota máxima por parte dos colaboradores da Altice Portugal», destaca.

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Resumindo, desde Março, as duas características que se revelaram fulcrais para a gestão da Altice Portugal foram agilidade e adaptabilidade. «A nossa actuação durante este período de mudança foi reconhecida pelos colaboradores, que ganharam confiança na liderança e entenderam que poderá vir a ser necessário estarmos preparados para gerir modelos mistos», partilhou o director de Coordenação Institucional, Corporativa e Comunicação. «Acreditamos nas pessoas e acreditamos que o foco de cada um é igual, estando na empresa ou em teletrabalho, e os resultados operacionais da Altice são um bom exemplo do que estou a afirmar».

 

O regresso à “normalidade”
Desde o início de Abril que a Altice começou a trabalhar num plano de retoma gradual da actividade, conduzido pela equipa de Recursos Humanos, pela Altice Cuidados de Saúde, com o apoio da sua equipa médica, e pela direcção de Comunicação e Gestão de Crise. Estava previsto que a partir de dia 1 de Julho regressassem, potencialmente, todos os colaboradores, mantendo-se o regime de rotatividade e cumprindo o distanciamento de dois metros entre cada posição, mas dada a evolução recente da pandemia, a empresa optou por manter a taxa de 30% de ocupação por edifício e adiar para o mês de Setembro a quarta fase de regressos. Não obstante, continuam a privilegiar a manutenção do regime de teletrabalho junto dos colaboradores com filhos até 12 anos e colaboradores que se enquadrem em grupos de risco – grávidas, doenças cardíacas, oncológicas, respiratórias, entre outros.

Tudo isto foi, obviamente, sendo comunicado aos colaboradores. Numa primeira fase a equipa de Comunicação Interna da Altice Portugal criou uma campanha de endomarketing “Back to Office”, com meios online e offline, sob o lema “Estamos cá, juntos!”, através da qual foram disponibilizadas todas as orientações, recomendações e procedimentos necessários para que os colaboradores regressassem de forma segura à empresa: distribuição de flyers e cartazes em mais de 40 edifícios Altice, sobre procedimentos de higienização e segurança; manual Back to Office; disponibilização de lugares de estacionamento nos edifícios da Altice em regime de “first come first served”, são alguns dos exemplos. Na segunda fase, estas iniciativas foram reforçadas com a entrega de duas máscaras comunitárias a cada colaborador.

É inegável que a pandemia veio acelerar a transformação digital das empresas e organizações, sendo que, numa altura em que também o mundo está a passar por uma fase de mudança, é fundamental que as empresas se reinventem e que apostem em novas plataformas para acompanhar o que será o futuro mundo do trabalho. Na opinião de André Figueiredo, o teletrabalho veio para ficar e, aos poucos, todos nos vamos adaptar a esta nova realidade. E, mais uma vez, a Comunicação Interna terá um papel fundamental neste processo de mudança, pois irá possibilitar manter o espírito de proximidade entre os colaboradores e a empresa, bem como acompanhar estas alterações e garantir que todos as entendem e incorporam. «Com uma Comunicação Interna forte, empenhada e sustentada, teremos consequentemente uma equipa mais motivada e comprometida a elevar o nome da empresa além-fronteiras», conclui.

 

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Comunicação Interna”, publicado na edição de Setembro (n.º 117) da Human Resources, nas bancas.

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