
Não quer ser substituído pela IA generativa? São estas as competências que deve desenvolver (já)
A Inteligência Artificial Generativa (IA Gen) está a revolucionar a força de trabalho, e um estudo da consultora Oliver Wyman identifica as cinco skills que vão ajudar os profissionais a manter-se relevantes neste “novo mundo”.
A IA generativa é um tipo de inteligência artificial capaz de gerar imagens, texto ou outro conteúdo. Espera-se que a tecnologia aumente a produtividade, reduza custos e crie oportunidades de crescimento numa série de sectores. Embora a tecnologia de IA exista há mais de 50 anos, desde o lançamento do chatbot ChatGPT da OpenAI em Novembro de 2022, a IA generativa rapidamente se tornou um tópico de conversa para empregadores e profissionais.
O ChatGPT ajuda os utilizadores a responder a perguntas, refinar redacções ou currículos e até mesmo gerar imagens e vídeos e provocou um debate sobre o seu potencial de revolucionar os sectores e o trabalho — e eventualmente tornar alguns empregos redundantes.
O que fazer para acompanhar o ritmo de evolução?
No geral, os especialistas concordam que a melhor forma de os colaboradores acompanharem as exigências deste cenário de mudança rápida constante é através do upskilling ou reskilling.
A consultora Oliver Wyman realizou inquéritos junto de mais de 200 mil pessoas em 20 países para recolher dados sobre comportamentos perante a IA generativa e outras tendências. O estudo descobriu que os empregadores estão a priorizar determinadas competências quando se trata de manter os seus colaboradores actualizados.
Eis cinco skills que podem ajudá-lo a permanecer relevante no cenário em mudança:
- Pensamento analítico
- Pensamento criativo
- Liderança e influência social
- IA e big data
- Curiosidade e aprendizagem ao longo da vida
Através da sua pesquisa, a consultora identificou uma lacuna entre a percepção dos trabalhadores e dos empregadores sobre que competências serão mais prioritárias.
«Enquanto os colaboradores estão mais focados na formação em IA e big data, os empregadores colocam mais ênfase no pensamento analítico», afirmou um porta-voz da Oliver Wyman à CNBC Make It.
Na era da IA, o pensamento analítico é crucial porque, embora a tecnologia possa processar e analisar dados de forma eficiente, ainda requer supervisão humana para ajudar a sintetizar resultados e tirar conclusões informadas.
O pensamento criativo é outra competência distintamente humana que as pessoas devem priorizar. Embora a IA Gen tenha a capacidade de gerar novas ideias, escrever artigos ou até mesmo de fazer música, é importante observar que essa capacidade foi construída com base em dados nos quais a IA foi treinada.
«A IA Gen carece da nuance contextual e do julgamento ético que os humanos deveriam aplicar na análise. Falta a capacidade humana de fazer saltos intuitivos, conectar ideias díspares e gerar soluções verdadeiramente novas», acrescentou o representante da consultora.
As competências pessoais vão ser mais importantes do que nunca
Espera-se que a IA Gen automatize tarefas mais rotineiras, que costumavam ocupar parte significativa do trabalho diário, deixando os profissionais com mais tempo para tarefas mais orientadas para as pessoas ou para o conhecimento.
Tarefas que exigem “competências pessoais”, como liderança, ou tarefas baseadas em conhecimento ou experiência, acabarão por ocupar a maior parte do dia de trabalho, mostrou o estudo.
Em última análise, grande parte da responsabilidade recairá sobre as empresas, no sentido de ajudar a formar e a melhorar as competências da sua força de trabalho, especialmente quando se trata de aprender a utilizar novas ferramentas de IA.
No entanto, a investigação sugere que estas competências «centradas no ser humano» — como a adaptabilidade, a criatividade, a influência social e a curiosidade — tornar-se-ão mais importantes do que nunca se os trabalhadores quiserem permanecer competitivos neste novo cenário de emprego.
No final, serão estas competências “humanas” que não poderão ser facilmente substituídas pela IA Generativa.