Cachapuz: Gestão de pessoas como factor competitivo

A valorização das pessoas e o investimento no bem-estar têm ganho peso nas estratégias empresariais.

Human Resources
15 de Maio 2026 | 13:40

A valorização das pessoas e o investimento no bem-estar têm ganho peso nas estratégias empresariais.

O reconhecimento alcançado pela Cachapuz no “People Engagement Survey Cegoc 2026”, ao conquistar o sexto lugar na categoria de Médias Empresas, é interpretado como o reflexo de um trabalho consistente na área da gestão de pessoas e da cultura organizacional. Em declarações à Human Resources, Natália Ferreira, responsável pelos Recursos Humanos, sublinha que este resultado confirma que estão a «conseguir criar um ambiente saudável e seguro onde os colaboradores se sentem envolvidos, valorizados e parte activa do futuro da organização». Mais do que uma posição num ranking, acrescenta, trata-se de um sinal de confiança das equipas e do impacto das iniciativas implementadas, funcionando também como estímulo para reforçar práticas de liderança próxima, comunicação transparente e compromisso mútuo.

Ao nível das prioridades, a empresa tem apostado na construção de uma cultura centrada no bem-estar integral, promovendo a saúde emocional, a harmonia entre vida profissional, pessoal e familiar e a satisfação no trabalho como factores estratégicos. Estas preocupações traduzem-se, no dia-a-dia, em iniciativas de apoio ao bem-estar, práticas de flexibilidade e num ambiente que incentiva relações positivas e o sentimento de pertença. A formação contínua surge como outro eixo central, sendo encarada como determinante para o crescimento individual e colectivo.

Nesse sentido, a organização tem reforçado a oferta formativa e a colaboração com entidades científicas e tecnológicas, o que se reflecte em equipas «mais preparadas, mais confiantes e mais envolvidas».

Também a capacitação das lideranças tem sido uma prioridade, com o objectivo de desenvolver perfis mais empáticos, capazes de escutar e de criar relações de confiança. Segundo a responsável, esta aposta tem impacto directo nas equipas, promovendo maior alinhamento, comunicação mais fluida e abertura ao diálogo.

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Entre as iniciativas com maior impacto no engagement, destaca-se a viagem a Itália para conhecer a sede do grupo, descrita como um momento relevante para diferentes gerações de colaboradores, ao permitir «perceber a verdadeira dimensão do grupo» e concretizar um desejo antigo de contacto com a realidade internacional. A empresa promoveu ainda convívios alargados às famílias e a ex-colaboradores já reformados, reforçando a ligação à história da organização e envolvendo as famílias como parte integrante do bem-estar dos colaboradores.

Face à evolução das expectativas das pessoas, a Cachapuz tem ajustado as suas políticas, reforçando o investimento no desenvolvimento académico e profissional. Actualmente, há colaboradores a frequentar licenciaturas com redução de horário sem perda de vencimento e existem também apoios a pós-graduações e certificações em áreas como o bem-estar organizacional e a Indústria 4.0. Paralelamente, mantêm-se iniciativas que promovem a harmonia entre vida profissional, pessoal e familiar e a ligação ao meio académico e tecnológico, assegurando alinhamento com as exigências do mercado.

Entre os principais desafios, Natália Ferreira aponta a necessidade de garantir que cada colaborador encontre um propósito claro no seu trabalho. «As pessoas procuram cada vez mais sentir que o que fazem tem impacto», afirma, defendendo que cabe à organização criar condições para que esse propósito seja vivido no quotidiano. O reforço da formação contínua e a promoção de um equilíbrio saudável entre trabalho e vida pessoal surgem como factores essenciais para consolidar esse sentido de propósito, numa estratégia que visa fortalecer o compromisso, a motivação e a experiência global dos colaboradores.

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Este artigo faz parte da edição de Abril (nº. 184) da Human Resources.

Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.

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