Isabel Borgas, NOS: «O fenómeno “the great resignation” está a acontecer»

Human Resources
3 de Fevereiro 2022 | 11:25
Isabel Borgas, NOS: «O fenómeno “the great resignation” está a acontecer»

Isabel Borgas, directora de Pessoas e Organização da NOS, acredita que «o fenómeno “The Great Resignation pode também vir a tornar-se uma realidade em Portugal, o que aumenta a pressão para encontrar caminhos ágeis e eficazes para atrair e reter o meu melhor talento.» Leia a sua análise aos resultados do XXXIX Barómetro Human Resources.

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«O fenómeno “The Great Resignation” está a acontecer – e provavelmente com tendência para agudizar- se. Um estudo recente da McKinsey revela que, nos Estados Unidos, 40% dos colaboradores (41% em quadros qualificados) afirmam que existe alguma probabilidade de abandonarem o seu actual emprego no curto prazo e 64% das organizações apresentam uma maior taxa de rotação, com a expectativa de que se agrave nos próximos meses.

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A verdade é que este fenómeno também já se sente de forma expressiva na Europa, levantando dúvidas sobre como virá a ser sentido em Portugal. Metade dos participantes no XXXIX Barómetro da Human Resources acredita que pode também vir a tornar-se uma tendência em Portugal, mas esporádica e sem grande expressão. Boas notícias! Ainda assim, não são despicientes os 21% que acreditam que também por cá será, muito rapidamente, uma realidade. Eu, confesso, encaixo-me neste grupo, sentindo como nunca anteriormente a pressão para encontrar caminhos ágeis e eficazes para atrair e reter o meu melhor talento.

Não é de hoje, é certo, a atracção de retenção de talento sempre foi uma prioridade para os responsáveis de Gestão de Pessoas – talvez, por isso, vemos sem surpresa que 69% dos respondentes do Barómetro identificam este tema como o grande desafio para 2022.

O que já traz novidade é o facto de os novos modelos de trabalho serem mais do que um simples tema de conversa, podendo inferir-se que se tornaram um factor relevante no processo de decisão das nossas pessoas sobre o seu futuro – 38% dos respondentes ao barómetro diz ser o factor que os profissionais mais valorizam nas empresas, para além de salário e benefícios. E são uma preocupação evidente para as organizações, com 20% dos inquiridos a considerá-lo um tema prioritário e urgente nas suas empresas.

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O contexto que vivemos nos últimos dois anos acelerou, de forma inequívoca, tendências que já vinham a influenciar e desafiar as organizações, dando mais poder aos colaboradores para decidirem como, quando e onde querem trabalhar. Os repetidos confinamentos deram espaço para olharem com outras lentes para as suas prioridades e ambições de vida.

Os modelos tradicionais de desenvolvimento de carreira foram postos em causa, e as organizações até agora habituadas a gerirem com previsibilidade dão por si a “navegar à vista”, reinventando-se, experimentando e ajustando as estratégicas, para não perderem (quase) nada em “heart share”.»

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Este testemunho foi publicado na edição de Janeiro (nº.133) da Human Resources, no âmbito da XXXIX edição do seu Barómetro.  Está nas bancas. Caso prefira comprar online, tem disponível a versão em papel e a versão digital.

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