Joana Queiroz Ribeiro, Fidelidade: 2021 = (incerteza x cansaço x distanciamento) x (cultura + competências)/pessoas

Human Resources
15 de Março 2021 | 12:30
Joana Queiroz Ribeiro, Fidelidade: 2021 = (incerteza x cansaço x distanciamento)  x (cultura + competências)/pessoas

Joana Queiroz Ribeiro, directora de Pessoas e Organização da Fidelidade não tem dúvidas de que «2021 será sem dúvida um ano muito difícil, talvez até mais do que 2020, porque a pandemia não é “novidade”, estamos cansados e mais ansiosos. Vão diferenciar-se as organizações que conseguirem manter os colaboradores saudáveis e motivados e com sentimento de pertença, mantendo e fortalecendo os laços culturais.» Leia a sua análise aos resultados do XXXIV Barómetro Human Resources.

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«Na Fidelidade não temos ilusões: 2021 será sem dúvida um ano muito difícil, talvez até mais do que 2020, porque a pandemia não é “novidade”, estamos cansados e mais ansiosos. O cansaço corre ao lado do avanço da vacina. É uma corrida desigual, falseada à partida porque o vírus partiu cedo e de forma insidiosa há mais de um ano. Mas a expectativa da meta traz-nos, enquanto organização, uma esperança acrescida num cenário de normalidade.

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Enquanto essa normalidade não chega, a pandemia veio realçar a importância de se cuidar das pessoas. Acreditamos que temas relacionados com o wellbeing dos colaboradores serão fundamentais em 2021. E estamos a falar de um bem-estar a todos os níveis, físico, emocional, psicológico. Será nestes momentos que as empresas se vão distinguir, de quanto e como conseguiram apoiar e estar lá para os seus, mesmo nos priores momentos.

A pandemia, com a aceleração vertiginosa do trabalho remoto e o distanciamento físico, veio levantar outros desafios, relacionados com cultura e sentido de pertença: Como manter as equipas próximas? Como garantir o sentimento de equipa? Como manter uma ligação emocional com a empresa e o empregador? Vão diferenciar-se as organizações que conseguirem manter os colaboradores saudáveis e motivados e com sentimento de pertença, mantendo e fortalecendo os laços culturais. E para isso é preciso liderança. É um momento crítico para as lideranças, sejam elas de topo ou não. Liderar é sempre um desafio, ainda para mais numa crise sem precedentes quando a tomada de decisão se torna difícil. Será necessário desenvolver novas competências, dos colaboradores em geral e sobretudo de quem é responsável por gerir pessoas.

Acredito cada vez mais que as áreas de Gestão de Pessoas vão dar o salto e afirmar-se, finalmente, como verdadeiros parceiros de negócio e coachs dos próprios líderes. O nosso papel é apoiar os líderes a fazer acontecer através das suas pessoas. Ao invés de nos posicionarmos na retaguarda, temos de nos sentir responsáveis pelos resultados conseguidos pelas áreas de negócio e pelo serviço que conseguimos prestar, no nosso caso, aos clientes do Grupo Fidelidade. 2021 será um ano decisivo nesta área. Acredito mesmo que “as pessoas são tudo”, e é nossa responsabilidade procurar o melhor para essas pessoas. Procurar novas soluções, novos caminhos, questionar o que assumimos como dado adquirido, garantindo que estamos preparados para servir os nossos clientes.»

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Este testemunho foi publicado na edição de Fevereiro (nº. 122)  da Human Resources, no âmbito da XXXIV edição do seu Barómetro.

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