Os Planos de Sucessão

Opinião de Ricardo Florêncio

Director da Revista HR Portugal

Editorial publicado na edição Novembro 2010 da revista HR Portugal

Atendendo ao clima de incerteza que hoje prolifera, e às constantes mudanças que estão a ocorrer, muitos gestores poderão pensar que os planos de sucessão são irrelevantes e até desnecessários.

Estou em total desacordo.

Seja qual for o tempo e o clima, uma empresa de dimensão tem de acautelar as situações de incerteza e de mudança. Talvez seja mesmo, agora mais do que nunca, uma necessidade. Poderão haver dispersos modelos, mais ou menos adequados, com maior ou menor sucesso.

Tenho conhecimento de um método que uma empresa multinacional implementou e que funciona.

Existe um conjunto de pessoas de topo que tem estas responsabilidades, e que elabora uma lista de qualidades, características, conhecimentos, experiência, estilo de liderança, capacidade de gestão, soft skills, etc., que é necessário para cada cargo de gestão ao nível de administração, comissão executiva e Directores de 1ª. Linha.

Esta lista de aptidões leva a uma selecção de pessoas internas, sendo que para cada cargo existam 3 “candidatos”. A análise destes “candidatos” é feita regularmente, sendo aferidos e tratados dados provenientes de diversos meios.

Estas listas são tratadas a nível internacional, sendo que os “candidatos” portugueses figuram em listas internacionais, e vice-versa.

E deste modo, a lista está sempre actual, e pronta a ser usada quando necessária, quer em casos de reestruturações, quer em casos de saídas, reformas, ou adequação às necessidades da empresa.

Neste caso específico apresentado, os “candidatos” não o sabem que são. Têm noção que são “candidatos”, mas até pode acontecer alguns colaboradores estarem numa lista de plano de sucessão, quando pensam que estão noutra. De qualquer modo, este modelo tem funcionado sem gradessobressaltos e com sucesso.

Existirão outros processos que também têm resultados nos diversos tipos de organizações.

Agora, fundamental é que se chegue à conclusão que é indispensável para uma empresa de sucesso, haver planos de sucessão bem delineados e aferidos.

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