Opinião de Ricardo Florêncio
Director da Revista HR Portugal
Editorial publicado na edição de Outubro 2011 da revista HR Portugal
No dia em que escrevo este editorial é anunciado ao mundo o adeus de Steve Jobs. Muito se tem escrito na última década de Steve Jobs. Não há local no Mundo onde Steve Jobs ou a sua obra não seja conhecido. O Mundo mudou com Steve Jobs. O Mundo é de Steve Jobs.
Não vale a pena cair no erro de o classificar como o número 1, pois é óbvio que alguns outros também podiam ser assim classificados. Duas mãos cheias de génios modificaram o nosso mundo, a nossa maneira de ser, de viver, de nos relacionarmos. Mas agora é o momento de Steve Jobs.
O iWorld é uma herança que Steve Jobs nos deixa, e que irá perdurar muitos anos.
Mas não é só na sua obra que Steve Jobs deve ser visto como um exemplo.
A sua própria vida é um exemplo. A sua visão, a sua tenacidade, a sua inquietude. Desde os tempos mais difíceis da sua infância, à não adaptação à escola, até ser o proprietário da empresa mais valiosa do planeta, tudo é um exemplo.
O modo como convenceu em 1983 o então CEO da Pepsi Co a mudar-se para uma empresa na altura quase inexistente chamada “Apple” é de um líder nato.“Queres passar o resto da tua vida a fazer água açucarada ou queres mudar o mundo?”
Steve Jobs era um génio, um comunicador, um visionário, um líder, um marketeer, um gestor de pessoas.
O modo como enfrentou e viveu os seus últimos momentos, já após lhe ter sido diagnosticado o cancro no pâncreas, são um exemplo de tenacidade e de esperança. É já após ter sido diagnosticado o cancro do pâncreas que Steve Jobs lança o iPhone. É já após ter feito um transplante do fígado que Steve Jobs lança o iPad.
Demonstrou, e por várias vezes, que tudo pode recomeçar. Que estamos sempre a tempo de recomeçar, e que a vida, vale sempre a pena viver.
Obrigado Steve Jobs!











