Qual o raio de acção?

Por Ricardo Florêncio

O conceito VUCA (acrônimo que, traduzido do inglês, significa Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade) nasce no exército americano no auge da Guerra Fria, centrando-se na necessidade de uma estratégia que se adapte rapidamente a mudanças de cenários. Actualmente, a mudança passou a ser corriqueira, habitual, usual. Passou a ser o normal. E é este o cenário com que nos deparamos, vivemos e convivemos hoje, no nosso dia-a-dia, nas nossas empresas, nas nossas vidas. E este novo paradigma é vivido em todas as áreas nas organizações, com especial ênfase nas áreas que envolvem pessoas. Ou seja, em toda a empresa, pois toda a empresa é envolvida na gestão de pessoas. Todas as equipas, todos os managers.

A Gestão de Pessoas encontra-se actualmente disseminada por toda a organização. E aqui pode residir uma questão essencial. Quem deve gerir o quê? Que responsabilidades cabe a quem? E, sendo assim, qual a abrangência que deverá ter a área de Recursos Humanos? Focalizar-se nas funções mais especializadas, mais “core”, dir-se-ia mais tradicionais? Ou ter uma abrangência muito mais diversificada e englobar outras funções e responsabilidades que estão também conectadas com a gestão de pessoas neste mundo de hoje?

É óbvio que o perfil do responsável que ocupa as funções de director(a) de Recursos Humanos, e da sua ligação ao CEO/ presidente, influencia, e muito, esta área de actuação. E, consoante o sector actividade, também pode originar em diversos desenhos de organização. Mas esta definição tem uma importância muito maior do que aquela que lhe tem sido atribuída. Vai definir o peso desta área na organização, e do perfil de profissionais que a constituem. Mas afinal, qual a resposta correcta? Que abrangência de actuação deverá ter a moderna, e futura, gestão de Recursos Humanos?

Editorial publicado na revista Human Resources nº 109 de Janeiro de 2020

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