Prioridades para 2017!

Sónia Almeida
23 de Janeiro 2017 | 16:41
Prioridades para 2017!

Ricardo Florêncio 

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Perguntaram-me quais os desafios que a Gestão de Pessoas tem para 2017. São muitos, tantos que a decisão mais sensata passa por hierarquizar as prioridades das mesmas.

É cada vez mais difícil o papel de director de Gestão de Pessoas/Recursos Humanos numa organização!

Trata-se de gerir o que é cada vez mais ingerível, ou seja, os colaboradores e a sua relação com a empresa. E por duas grandes ordens de razão. Por um lado, a sua cada vez maior diversidade, a pluralidade de gerações, os objectivos individuais cada vez mais diferenciados e a sua dispersão geográfica em inúmeros locais de trabalho, levando a que cada vez mais se afastem dos seus escritórios e do contacto interpessoal, entre muitas outras. Noutra vertente, a sua relação com a empresa, atendendo a que estas estão cada vez mais esquizofrénicas. A velocidade de decisões que é hoje solicitada às empresas, obrigando-as a um ziguezaguear permanente perante a “imposição” de accionistas, stakeholders, mercado, fundos de investimentos, pressão pública, etc., leva a que as empresas muitas vezes sejam obrigadas a tomar rapidamente decisões, por vezes contrárias às que foram tomadas há pouco tempo. E assim os colaboradores vêem-se também obrigados a este permanente sobressalto e a viverem num constante estado de ansiedade. Como tal, é um pequeno passo para que estes entrem em “burnout”. Se não quisermos fazer como a avestruz, temos de ver a realidade como ela é: há cada vez mais casos destes nas empresas. Muitas vezes camuflados, outras vezes mal diagnosticados, mas que cada vez há mais, disso não há dúvidas.

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Outra grande prioridade do Gestor de Pessoas é claramente a da captação e retenção de talento. Ser capaz de captar os melhores, aqueles que fazem a diferença, é um desafio constante das organizações. Na vertente da retenção, não podemos estar apenas focados nos que são considerados e classificados como fantásticos, extraordinários, mas também naqueles que são essenciais ao desenvolvimento da empresa e que são muitas vezes subvalorizados. E é nestes que residem frequentemente os problemas reais da empresa. As empresas estão pouco atentas a eles, são aqueles que estão na sombra, mas que quando os perdem, é muito difícil proceder à sua substituição.

Editorial publicado na edição de Janeiro de 2017 da revista Human Resources

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