Um misto de “Re” e “In”

Por Ricardo Florêncio

 

Recordo uma apresentação efectuada na XIX Conferência da Human Resources, em Julho deste ano, pela Inês Veloso da Randstad, em que referia que o “Re” iria marcar a vida nas empresas nos próximos tempos. O “Re” de recomeço, relançamento, remoto, responsabilidade, resiliência, revolução, “reset”. Estou totalmente de acordo, e na última Conferência da Human Resources que levámos a cabo em Outubro, e que é o tema de capa desta edição, voltámos a falar nesse assunto, com o título muito sugestivo de “O Admirável Mundo Novo da Gestão de Pessoas”. Contudo, penso que nos primeiros meses de 2021 vamos também ouvir muitas vezes, o “In”. O “In”, de incerteza, indefinição, inconstante, intenso, insensato, insensível e mesmo de injustiça, incoerência. E, assim, 2021 vai ser um misto de “Re” e “In”. Acredito que vai ser um ano de grandes transformações nas organizações, nos modelos de trabalho, no modo como as empresas se vão organizar, nos processos de liderança, na forma como os colaboradores vão lidar uns com os outros, atendendo ao modo como lidaram, como lidam, com a pandemia, e muitos outros. E o primeiro semestre do ano vai ser o mais desafiante, será a altura de maiores transformações e decisões, pois neste momento as empresas defrontam-se com um conjunto alargado de interrogações, às quais têm de dar uma resposta com rapidez.

Editorial publicado na revista Human Resources nº 120 de Dezembro de 2020

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