Vamos fazer alguma coisa?

Por Ricardo Florêncio

 

Começa a ser rotineiro, mas não deixa de ser o tema do momento. E, mais do que o tema do momento, é o assunto que nos vai trazer muitas preocupações para o futuro. Não vale a pena fazermos de conta que o problema não existe ou, à boa maneira portuguesa, pensar que se vai resolver por si, com o tempo. Aliás, pela estrutura da pirâmide etária que temos, é um problema que se vai agravar durante os próximos tempos.

Estamos no topo dos países mais envelhecido do mundo. Deste modo, e nos tempos mais próximos, vão sair do mercado de trabalho muitos mais milhares de pessoas do que aquelas que vão entrar. Mesmo os que cá estão são cada vez mais aliciados a ir trabalhar para fora, ou até a ficarem por cá, mas a trabalharem para fora. Assim, temos mesmo de fazer alguma coisa para combater esta escassez de recursos humanos. E convém ser agora, já!

Se não temos internamente esses recursos, onde os vamos buscar? Como os vamos atrair? Que condições vamos dar às pessoas e empresas para conseguir trazer essas pessoas? Atendendo à quebra a que temos assistido nos índices do PIB, poder de compra e afins, já não será fácil atrair pessoas oriundas da Europa. Então, de onde poderão vir estas pessoas? E depois, como poderemos, urgentemente, formá-las, adaptá-las, adequá-las, prepará-las para as necessidades que temos?

Bem sei que muitos dirão que já deveríamos ter começado este trajecto há anos. Nós, aqui na Human Resources, temos alertado sistematicamente para esta situação. Mas o que interessa agora, é olharmos para o presente e futuro, e delinearmos com muita urgência planos e acções para executar, já!

Editorial publicado na revista Human Resources nº 138, de Junho de 2022, nas bancas

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